Madonna já comprou uma casa em Portugal. Veja aqui as fotografias do lindo palácio que ela comprou!

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Já é oficial, segundo vários meios de informação, Madonna já comprou casa em Portugal. A mais recente aquisição da rainha do pop fica em Sintra e terá custado cerca de sete milhões de euros, segundo a Nova Gente. 

A Quinta do Relógio, tem sete quartos, cinco casas de banhos e três salas numa área de 15000 metros quadrados. Em volta de toda a casa a artista e a sua família poderá ainda desfrutar de um enorme jardim com plantas exóticas e fontes românticas.

O luxuoso palacete do século XVIII com uma área bruta de 2000 metros quadrados, também tem uma incrível vista para o Castelo dos Mouros e está localizado na estrada da Quinta da Regaleira.

Certamente que daqui a poucos meses vão começar as obras para deixar o imóvel ao gosto e ao nível de requinte da rainha do POP. Madonna é mais uma famosa celebridade a comprar casa em Portugal, parece que a tendência será para continuar e serem cada vez mais pessoas famosas estrangeiras a escolher Portugal, isto porque aliado à beleza do nosso país, ao clima e à localização geográfica, também personalidade do povo português e o nível de segurança presente nas ruas do nosso país atualmente, atrai cada vez mais pessoas, sejam elas famosas ou não.

Portugal está na moda, é considerado o terceiro país mais seguro do mundo e devemos ter orgulho disso.

Quer conhecer a história deste palácio? Continue a ler…

O primeiro proprietário do espaço que daria origem à quinta foi D. Fernando Maria de Sousa Coutinho Castelo Branco e Meneses, o 15º Conde de Redondo. A seguir, pertenceu a um milionário chamado Metznar que mandou construir uma torre com sinos que dava horas ao som de minuetes (danças típicas dos séculos XVI a XVIII), daí o nome por que agora é conhecida a propriedade: Quinta do Relógio. No entanto, a torre foi depois destruída em 1800 e não há pistas que permitam saber onde é que esteve erguida. Aliás, pouco se sabe sobre os primeiros tempos da Quinta: aquilo que hoje se sabe foi retirado dos desenhos dos artistas Domingos Esquioppetta e Celestino Brelaz e das notas de um aventureiro inglês que passou por Sintra, William Beckford. Nem os desenhos nem o bloco de notas se referem a uma torre, sugerindo que ela foi destruída ainda antes do início do século XIX.

A seguir, a quinta passou a pertencer ao banqueiro Thomas Horn, que pediu ao arquiteto Thiago Bradell para erguer uma moradia inspirada nos Palácio da Pena e Monserrate. A vida na Quinta do Relógio mudou em 1835, quando foi adquirida por Manuel Pinto da Fonseca, um homem muito rico também conhecido por “Monte Cristo” — saído do romance que Dumas escreveu em 1846 e que se referia à sua vida atribulada e cheia de viagens — que fez fortuna através do tráfico de escravos com o Brasil. Foi a mando de Manuel Pinto da Fonseca que se plantaram pinheiros, palmeiras, cedros, magnólias, fúscias e camélias. Mas de todas as plantas e árvores que cresciam na Quinta de Relógio, foi um dos sobreiros centenários do jardim que chamou a atenção do poeta inglês Robert Southey. Numa viagem a Sintra, o escritor escreveu:

Há (…) aqui uma árvore tão grande e tão velha que um pintor deveria vir de Inglaterra só para a ver. Os troncos e os ramos são cobertos de fetos, formando com a folhagem escura da árvore o mais pitoresco contraste”.

Todo esta exuberância foi usada no projeto do arquiteto António Manuel da Fonseca Júnior, que repensou a quinta para ter inspirações neo-árabes, como imitações de muralhas no topo da fachada e a frase “Deus é o único vencedor” escrita em árabe em três lugares nas paredes de ocre.

Manuel Pinto da Fonseca era cunhado de Capitolina da Silveira Vianna, mulher do arquiteto que ergueu o palacete na Quinta do Relógio, de quem não teve filhos. Era uma mulher influente na sociedade e tinha casado em segundas núpcias com o apoiante do regime monárquico e religioso José d’Abreu do Couto d’Amorim Novaes, advogado que foi deputado, presidente da Câmara de Barcelos, governador das cidades de Aveiro, Porto e Braga e ministro da Justiça de João Franco. Capitolina pertencia à Direção da Real Associação das Creches e era organizadora da Quermesse da Real Tapada da Ajuda. Próxima à Corte, convidou D. Carlos de Bragança e D. Maria Amélia de Orléans, futuros reis de Portugal, a passar a lua de mel na Quinta do Relógio em 1886.

A mesma árvore que apaixonou Robert Southey também terá encantado D. Maria Amélia, que disse: “Vale mais a sobreira dos fetos do que Cascais e Estoril, tudo junto”. Conta-se também que D. Pedro V, passando um dia em frente à Quinta na companhia do Marquês de Sá da Bandeira e ouvindo o som de um repuxo, terá perguntado:

Senhor, que barulho é este? Certamente é água?”. Mas o marquês terá respondido: “Não, senhor, é o sangue dos negros flagelados pelo chicote que este homem transformou em ouro”.

Composta já nesta altura por vários edifícios diferenciados, mas entretanto deixada ao abandono, a Quinta do Relógio tornou-se Património da Humanidade da UNESCO em 1997 depois de ter sido formalmente incluída na Paisagem Cultural de Sintra. Em 1998 a Quinta do Relógio foi adquirida por um sueco, Christopher Berglund, que abriu o jardim ao público e decidiu restaurar o palacete e preparar várias galerias com artesanato típico da região. Também se promoveram aqui cursos de pintura e desenho dadas por Michele Silva, concertos de jazz e lançamento de obras literárias.

Foi assim até 2015. Depois, Christopher Berglund colocou a Quinta do Relógio à venda numa imobiliária. De acordo com a descrição dada pela Engel & Volkers dedicada à Quinta do Relógio, a propriedade “carece de obras substanciais de conclusão da reconstrução” que começaram a ser feitas no início do milénio. A Câmara Municipal de Sintra aprovou o projeto que permitiria tornar a propriedade habitável. Um dos planos pensados para a Quinta do Relógio era transformá-la num hotel de charme. Esse projeto foi entretanto suspenso, mas já foram feitas fundações e reforços da estrutura dos quatro pisos com lajes de metal.

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